Ajax, Ontario.

Segunda-feira foi feriado aqui e nós resolvemos seguir adiante pela trilha de sempre…

 

water park 1

water park - girls

water park girls2

water park girls 3

É engraçado esse conceito de “a trilha de sempre” porque, pelo caminho eu imaginei o quanto essa paisagem vai ser normal para as minhas filhas e a maneira como elas vão crescer achando que o mundo é simplesmente assim… (sugiro abrir a foto)

trail pano 1

Eu fiquei *embasbacada* com o lugar e imaginando o quanto deveria ser linda a vista dessas casas para o lago ontario, principalmente no inverno (porque eu odeio o verão).

Mas, eu preciso admitir que o verão trouxe bastante facilidade pra gente. A maior delas foi poder explorar a região a pé com o nosso carrinho que pode também ser puxado pela bicicleta! Recomendamos o bike trailer que vira stroller 100%. Como era de se esperar,  por sinal, esse carrinho de 300 dólares custa uma pequena fortuna no Brasil.

carrinho

Então, a gente fica feliz mais uma vez por ter fugido e poder explorar de graça as ruas do Canadá.

Esse é o palco ao ar livre do ponto número 3 do mapa:

trail 2

E aqui as casas que ficam na frente dele (com vista para o lago).

trail 3

Realmente, para os padrões canadenses, a gente não tem muita coisa aqui. Essa semana talvez eu concretize o projeto “uma bicicleta para cada membro da família”. Mas, pra mim, poder viver esse lugar com a segurança e a paisagem que ele proporciona é exatamente o que eu esperava.

Eu acho que muitas pessoas vêm para o Canadá -ou pensam em vir- com a ideia de enriquecer loucamente. Pra essas pessoas, ser rico no Brasil serviria também. Elas são movidas por um ideal que não foi o que me convenceu a vir pra cá.

Morar no Canadá, como eu já falei antes, é entrar num portal do tempo. Voltar a caminhar em ruas cercadas de árvores ao som do caminhão de sorvete passando. E o fato de que eu deixei o carrinho delas do lado de fora do banheiro público com a minha bolsa, carteira, celular, etc, vesti as minhas filhas com tranquilidade depois do banho de água na pracinha pública e voltei pra encontrar meu carrinho com todas as minhas coisas é o meu sonho canadense.

street and trail

É claro que, por aqui, existe riqueza. E eu, como arquiteta, babo pelas casas.

A rua marcada em verde no mapa é uma das mais lindas – mas as casas não chegam a ter vista para o lago. Mesmo assim, vale a biblioteca de imagens!

ps: Achei até a tua casa, Jojô!

casa 1 casa 4 casa 2

 

casa 3

Detalhe para as garagens abertas da última foto. Cena super comum.

É um rico dum país, pessoas. =)

Beijos com saudades para todos!

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Criancices

Eu sempre adorei bichinhos de pelúcia, brinquedinhos, barbies, miniaturas e parafernalha de criança, o que fez com que o meu quarto, beirando os meus 30 anos, parecesse bastante com o quarto de alguém de 12. As paredes cor-de-rosa colaboraram também, admito.

As coisas mudaram, e ,já que agora eu tenho as minhas duas meninas, eu consigo canalizar toda a minha energia pra decoração infantil pensando em coisas pra elas e posso ter um quarto mais “de adulto” pra mim (mais ou menos, claro!).

Até agora, eu sei de duas coisas:

Coisas que não vão acontecer: A foto abaixo ilustra um quarto de brinquedo que não vai acontecer a não ser que tu sejas uma mãe excessivamente neurótica. Crianças não vão possuir apenas brinquedos e roupas em tom sobre tom! Brinquedos são coloridos e insistir nessa combinação extrema entre todos os elementos do quarto é utopia louca de gente doida OU de quem quer vender revistas cheias de mentira pra nós. Gente, é mentira. Sério! É uma linda mentira, na verdade… mas só isso.

Eu gostei dos cestos armazenadores cor de rosa, claro. Isso é uma coisa que dá pra existir, inclusive.

tea party

 

 

Coisas que vão acontecer: Quando eu era criança, eu tive uma cozinha de brinquedo. Eu fui dormir às 3 da manhã na noite de Natal quando eu ganhei ela e lembro de acordar e sair correndo da cama pra brincar. Não quero incentivar as minhas filhas a serem donas de casa, mas, visto que eu brinquei de cozinhar a vida toda e não sei fritar um ovo, creio que não corro este risco!

Por mais que o cor de rosa por tudo seja enjoativo, para nós adultos, eu decidi que eu não seria uma mãe louca e deixaria as minhas crianças serem crianças e terem coisas cor de rosa.

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Mal posso esperar!

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Visita a Guelph

Sair pelo Canadá e começar a entender o lugar onde estamos é uma tarefa árdua com duas crianças pequenas. Mesmo assim, nós partimos para visitar uma das cidades que nós pensamos em morar ao invés de Brockville quando viemos do Brasil.

Na verdade, antes de sair do Brasil consideramos fortemente 5 cidades desta região: Toronto, Ottawa, Guelph, London e finalmente Brockville – para onde fomos inicialmente.

Hoje, nós finalmente conseguimos visitar Guelph!

Ela não é pequena demais nem grande demais (114 mil habitantes) e os prédios de pedra passam aquela sensação de conforto e aconchego (apesar de alguns na rua principal precisarem de manutenção).

A temperatura por lá é bem mais amena que em Brockville – o que pra algumas pessoas é um ponto bom, mas pra mim é um ponto ruim.

A catedral, como manda o livro, fica no ponto mais alto da cidade e pode ser vista de praticamente todos os lugares do centro. Ela lembra muito as igrejas que eu visitava em Rio Grande e no momento em que eu pisei dentro dela, me senti automaticamente em casa. Foi o primeiro lugar que visitamos… depois de almoçar no Mac, claro!

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Do Mac, nós fomos a pé para a igreja por uma pequena rua que escondia uma escada.

Poder andar a pé pela cidade é um ponto bem positivo pra minha avaliação!

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Sim, foi amor à primeira vista.

Quase morri de arrependimento por ter ido morar em Brockville já nos 35 primeiros segundos.

Brockville é uma cidade muito bonitinha e o nosso coração ficou partido quando saímos de lá (digo bonitinha MESMO – olhem as fotos nesse post aqui: “Não há lugar melhor que o lar” ) mas as oportunidades ali foram muito limitadas e acabou não sendo uma boa opção. Guelph tem a menor taxa de desemprego do Canadá, o que é um grande atrativo pra quem está imigrando.

Não tirei tantas fotos quanto normalmente tiraria porque tive que carregar a minha filha durante metade do passeio, mas deixo aqui o que eu consegui capturar.

Ah, uma nota importante: Todas as fotos do Google não conseguem passar a real sensação de estar na cidade. E provavelmente, as minhas também não conseguem.

Vista da porta da Igreja para o centro da cidade.
Vista da porta da Igreja para o centro da cidade.
O pátio da Igreja tem banquinhos e um mirante para o centro.
O pátio da Igreja tem banquinhos e um mirante para o centro.
Dentro da Catedral, um senhor tocava o órgão. Era uma cena de filme, com trilha sonora e tudo!
Dentro da Catedral, um senhor tocava o órgão. Era uma cena de filme, com trilha sonora e tudo!

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Eu tirei uma foto desse prédio porque essa escada de incêndio era uma coisa que eu só tinha visto em filme!

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Essa galeria coberta eu também achei super interessante! Esse lugar deve ficar bem legal no inverno!

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Sem palavras pra explicar esse lugarzinho. Quase precisei comprar um bolo.

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Essa é a rua que fica na frente da casa dos bolos. É uma rua bem simpática!

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Agora um detalhe:

OLHA o letreiro do cinema.

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Ao longo das ruas, eu encontrei bastantes lugares com produtos mais clássicos. Eu, particularmente adorei.

Dizem que Stratford (casa do Justin Bieber) é um lugar parecido mas bem mais voltado pra arte. Queríamos visitar hoje, mas essa visitinha de 2 horas a Guelph quase nos fez desmaiar! Eu acho que a visita vale a pena!

Indiscutivelmente, Guelph ganhou meu coração!

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O nosso sofá Ikea Ektorp

Sendo a aficcionada por casas de filmes que eu sou, eu comecei a escolher ítens pra minha futura casa quando eu ainda estava no Brasil há uns 20 anos. Assim, uma das coisas que sempre me deixava muito frustrada e até triste era o fato de que todos aqueles elementos eram tão básicos e fáceis de encontrar em qualquer esquina por aqui e ainda assim extremamente difíceis de ser encontrados no Brasil. E , se eu os encontrasse, seriam extremamente super valorizados.

Eu sempre quis seguir todas aquelas dicas do pinterest do “faça você mesmo” usando 3 pedaços de sei-lá-o-que da Ikea de 2 dólares e não dava!

Esse com certeza é o motivo 5949 pelo qual eu sempre quis vir pra cá. A minha doença por decoração!

Daí eu caí de para-quedas no primeiro mundo e, pra quem já leu, nosso começo aqui foi muito complicado com as meninas tendo ficado doentes. O que aconteceu foi que além de nós estarmos em Brockville -que não tem muitas lojas- estarmos sem carro e sermos imigrantes ralados sem dinheiro pra sair decorando a casa, como as meninas estavam doentes, nós não podíamos pensar em sair de casa pra comprar besteira nem ficar passeando muito. E claro, isso era a última coisa na nossa cabeça.

Então, quando nós fomos comprar a nossa cama (que em princípio, era tudo que iríamos comprar), elas chegaram na loja de móveis e ficaram muito alegres. Conversando com minhas amigas psicólogas, a gente concluiu que parte do motivo delas terem aquela febre insistente que não baixava com remédios poderia ser por elas sentirem falta de casa. Não só falta da nossa casa no Brasil, mas falta de estar em um lugar que parecesse uma casa, porque nós estávamos num apartamento completamente vazio.

Foi aí que a Val -que trabalhava no nosso prédio- ofereceu pra gente a mobília da casa-modelo que eles haviam montado (que era um apartamento pra visitação). A gente aceitou sem pensar!

Do ponto de vista da adaptação delas, foi a melhor escolha que nós fizemos. Quando a poeira baixou, nós saímos de Brockville, viemos pra GTA, consegui um bom emprego e eu finalmente tive tempo pra começar a pensar em comprar peças que já possam ficar pra decoração *oficial* da minha futura casa (que um dia virá) eu percebi uma coisa: O sofá era CINZA! ….E nós odiamos cinza.

Tá aqui o monstrinho:

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Em termos de composição, ele não era ruim e não ficava nem um pouco longe do sofá clássico da Pottery Barn que habitou meus sonhos de decoração por anos (leia-se desde aquele capítulo de Friends em que a Rachel compra a mesa na Pottery Barn). Esse bebê aqui:

 

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Ele não é o mesmo modelo, mas eu decidi pelo sofá bege claro ou branco e com almofadas fofas quando eu assisti  “O Pai da noiva” … em 1991.

Sim. Faz um tempinho que eu quero esse sofá. O que não significa que eu concorde com toda a mobília do set. Arquiteto é sempre assim “tá bom, mas eu mudaria aquele detalhezinho ali, ó”. Gente chata.

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Aqui é uma outra casa de vó que eu acho bem bonita:

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Mas o nosso era cinza. Cinza… cinza.

Até que um dia, nós decidimos comprar as caminhas pra gurias (porque eu achei que já dava pra sair da fase do  colchão no chão que , por sinal, eu recomendo pra todas as mães se me perguntarem!)!

Ao procurar pelas caminhas das gurias, eu olhei TANTA coisa no site da Ikea (pra aproveitar o frete que é 100 dólares) que eu encontrei o nosso sofá horrendo, cinza!

E foi aí que eu descobri que o nosso sofá horrendo cinza era da linha EKTORP da Ikea e que, na loja, nós poderíamos comprar o revestimento do sofá em qualquer outra cor disponível por menos de 130 dólares e transformar o monstrengo nesse bebê aqui:

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O revestimento é bem prático de ser trocado – não requer força nem habilidade e muito menos ferramentas. E vem em algumas cores. Ele também pode ser lavado na máquina! As gurias já viraram alguma variedade de coisas nele e ele ficou novinho depois de ser lavado!

Eu fiquei com medo do branco e o bege (que por sinal é o meu favorito) custa 79 dólares e não 129 como os outros. Então, obviamente, fiquei com o bege.

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Os canadenses devem nascer sabendo dessas informações básicas, mas eu não sabia e fiquei bem feliz! Tem também toda uma linha da Ektorp que inclui Chase e o Footstool e todos seguem a mesma ideia de poder trocar as capas.

Precisava ver a minha emoção depois, ao digitar o nome do meu sofá no pinterest e ver o próprio sendo usado nos projetos que aparecem ali. Eu finalmente estava DENTRO do pinterest (quem tem o meu problema, se emocionaria tb!)!

Eu bem quero a cadeira florida da vovó:

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…desde que o Steve Martin estava sentado nessa cadeira -que não é a mesma- em “O pai da noiva”:

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Uma coisa interessante é que a Ikea.com tem bem mais opções que a Ikea.ca, mas definitivamente não é inteligente importar.

Enfim, fiquei muito feliz com o meu sofá e é legal ter essa perspectiva de que já podemos comprar móveis definitivos sendo que durante muito tempo, quando estávamos no Brasil e sabíamos que iríamos vir pra cá, tudo parecia tão provisório e temporário! =)

Ah, e sim! Recomendo o sofá pras mães e pra todo mundo! Ele  bem prático e dá pra trocar as almofadas além das capas.

Claro que eu ainda não cheguei no nível de publicar fotos do meu apartamento-no-porão como referência de decoração, mas vamos deixar registrado como as coisas andavam em 2016 pra quem em 2020 a gente lembre e -com sorte- veja o quanto tudo valeu a pena!

sofa

Beijos!

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Waterfront trail

Hoje, é feriado e nós decidimos ir para o outro lado da trilha. O lado na direção de Toronto é bem mais movimentado! A gente andou tanto que deu pra ver a torre! Muito, muito legal. Um passeio indispensável pra quem vier nos visitar!

Poder fazer esses passeios a pé meio que explica a questão da valorização da zona sul da cidade. Eu andei olhando as casas da zona norte e elas são bem maiores, mais novas e mais BARATAS. Não fazia sentido pra mim, mas agora eu começo a entender!

torre

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Esse parque é perfeito pra brincar de esconder. A Aurora ralou o joelho pela primeira vez – mas era tanta adrenalina que ela nem sentiu!

 

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Depois a gente voltou na parte preferida delas pra atirar pedrinhas na água!

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E eu, que sou uma pessoa do inverno, começo a gostar bem mais dos dias de sol e dos nossos passeios com as pequenas – que já estão super acostumadas a ficar no carrinho e esperam a hora de descer e brincar!

Bate na madeira.

Beijos, pessoas queridas!

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