Nostalgia

Às vezes eu me pego no mercado livre buscando brinquedos dos anos 80…

Acontece que, hoje em dia, eu não tenho como revirar uma gaveta que e não toco há muito tempo e encontrar um brinquedo que ficou esquecido ali. E, por mais que essa aventura de imigrar pra outro país seja muito divertida, a gente se sente meio perdido, sem referência, sem saber pra onde ir quando sente medo, quando as tuas filhas adoecem, quando tu precisas de um botão ou de um amigo de infância.

Então, eu sempre peço minha mãe trazer alguma coisa que ficou pra trás nas malas dela. Alguma coisa que tenha valor só pra mim.  Porque toda vez que eu olho pra minha quem-me-quer azul, eu lembro do Natal de quando eu tinha 4 anos. Eu lembro exatamente como eu estava me sentindo no dia que eu ganhei ela. E isso me faz feliz.

Ver os meus brinquedos antigos me faz entender que as coisas ainda são uma continuação do que eram. Que aquela vida de antigamente também era minha e que agora estamos todos nós aqui. Os meus brinquedos fazem eu me sentir em casa porque eles são a referência mais antiga de algo palpável que eu tenho.

Ah, sim. E eu adoro brinquedos.

Tudo isso pra mencionar que quando eu visitei o blog da Clayci ontem, o “saidaminhalente.com” e vi os leõezinhos do Kinder Ovo eu fui magicamente teletransportada pra sexta série, quando todo mundo já estava virando adolescente demais pra ligar pra kinder ovo e eu tava ali… torcendo pra abrir o meu e achar um leãozinho!

Ela fez um ensaio lindo com eles – porque tudo que ela faz é MUITO legal – e eu fui lá pedir pra usar uma das fotos aqui como ilustração! Visitem aqui: http://saidaminhalente.com/leoezinhos-kinder-ovo-leoventuras/

E foi assim que, numa terça-feira de Novembro, eu gastei 40 reais no mercado livre  pra comprar a coleção com 9 dos 10 leões! Algum ser humano inocente não-sabe o quanto isso representa pra mim – pra minha sorte – e eu vou ter a minha coleção de volta!

O-bá!

\o/

Hoje, eu tento cuidar dos brinquedos das minhas filhas (e alguns eu compro de faz-de-conta que é pra elas) porque eu penso que se eu tivesse todos os meus (ou muitos deles) seria muito legal…

Espero que um dia elas sintam o mesmo!

Share This:

Planos para o nosso quarto novo!

Nem sempre o que aparece na revista é o ideal pra ti e pra tua casa.

Acontece que a influência da mídia é tão grande, que a gente (eu?) acaba se deixando levar pelos encantos das cores e móveis que estão na moda e, às vezes, isso faz com que, no final das contas, a casa não fique com cara de “nossa”.

Por exemplo:

Isso é lindo. Mas não sou eu!

Eu reparei nisso esses dias, quando eu percebi que eu era MUITO feliz no quarto de brinquedos das minhas filhas mas não no meu – até porque o meu ainda está praticamente vazio!

Então, eu comecei a analisar os elementos que eu precisaria implantar no meu quarto pra fazer eu sentir que aquele ali também era o meu canto!

Pra variar, eu fiz uma lista! (Amadores de listas amarão listas!)

  1. Evitar monotonia de cores.

Eu me peguei comprando tudo bege e branco porque eu estava tentando chegar a algo parecido com as 2 imagens abaixo – que sempre me encantaram!

Na vida real, por mais que eu continue achando as camas lindas, falta um pouco de calor nesse pastel todo. Eu acabei me arrependendo e reestudando a ideia.

Talvez eu tenha crescido / mudado / passado pra uma outra fase… enfim, as possibilidades são infinitas e não necessariamente o que funciona pra mim agora vai funcionar pra ti também!

Aliás, não necessariamente o que funciona pra mim em 2017 vai funcionar em 2018 e é provável que eu me contradiga algumas vezes aqui no blog! 

 

  1. 2. Saber para onde está indo

Quando eu escolhi a cabeceira da minha cama, eu lembrei muito da minha casa ideal  (a casa de “O Amor não tira férias ) : Lembra?

A Bridget Jones, no seu apartamento renovado,  também é fã do estilo… (e eu fã dela!).

 

Cuidadosamente, escolhi então uma opção compatível com o meu orçamento (oi, IKEA!) que tivesse os elementos chave do estilo: Uma cama de ferro branca em estilo romântico.

A minha é essa aqui:

No site da IKEA, a gente nota na imagem de exemplo o quanto ela pode ficar excessivamente branca se os cuidados necessários não forem tomados (a não ser que a tua ideia seja realmente deixar a peça super branca). Então, eu juntei essa brancura toda e esse romantismo àquela colcha da mmartan, que eu mencionei aqui esses dias, para “quebrar” um pouco da monotonia. Seguindo o estilo romântico com a estampa florida – pra não me perder!

  1. 3. Manter a saturação 

É sempre bom ter uma imagem de inspiração, que não necessaritamente será copiada ao pé da letra  mas mas vai te dar um “norte”e evitar que tu fujas da ideia principal.

Eu tenho algumas, e, em se tratando de leque de cores e estilo, umas das minhas preferidas são essas aqui:

 

Nessa última imagem, ignorem o que não estiver no sofá-cama – que não for o tapete! 

 

Eu gosto dos elementos e da maneira como esse tipo de decoração não te prende a uma única cor. Acho que esse equilíbrio e a presença de várias cores são ideais pra mim, porque é essa a ideia que o meu cérebro associa à “casa” – provavelmente por nós termos passados os primeiros 18 anos da minha vida morando com a minha avó! Pra mim casa de vó = casa. A tia Meri vai discordar!

Um exemplo de “problema” pra encontrar esse equilíbrio é a escolha de elementos com cores saturadas:

Pode até ser legal, mas não é o que eu busco pra essa peça. Manter um padrão de cores é importante, mesmo que esse padrão seja a mistura.

Como conseguir isso? É fácil. Pensando na estrela de cores, lembrem que as cores podem ser misturadas, mas o tamanho do teu círculo  não pode variar. Ou seja, a saturação (adição de branco, preto ou cinza) das tuas cores, deve ser a mesma sempre!

Aqui, a estrela de cores que a gente fez no segundo semestre da arquitetura e que me ensinou sobre saturação:

 

 

 

Faz todo sentido do mundo agora, né?

  1. 4. Detalhes pessoais

Eu tenho uma amiga que gosta muito de plantas, principalmente amarelas. Pra ela, esse é um detalhe que dá personalidade ao ambiente e faz a gente saber que chegou na casa da Bianca! Eu gosto de várias coisas (xadrez sendo uma delas!) e gosto muito também da meia-luz! Seja ela com abajour ou com essas luzinhas de Natal que *ainda bem* o pessoal tem mania de usar aqui como decoração e deixam o ano inteiro pela casa. Então, pra mim, luzinhas são importantes!

No quarto de brinquedos, a gente tem essa aqui:

Pra mim, essa nuvenzinha funciona muito bem e eu acho engraçado como as minhas filhas também desligam a luz grande e deixam só a nuvem ligada! Essa coisa de preferir a luz aconchegante é genética, aparentemente.

Lembrando que, aqui no norte o pessoal acredita muito que a luz central das peças (vinda de cima) é altamente prejudicial à saúde e, para permanência noturna, eles evitam o uso dela! Na dúvida… eu que nunca gostei da esposição causada pelo excesso de luz, aderi à meia-luz completamente!

Aqui, uma foto na nossa casa antiga que exemplifica essa iluminação e a saturação padronizada do meu colorido:

Infezlimente, a casa nova ainda não está “apresentável”. Tivemos que deixar vários tapetes e móveis pra trás quando os bed bug invadiram essa casa da foto… mas tudo bem, eu adoro começar de novo mesmo!

E então, por enquanto, esses são os planos para o meu quarto! Vou arrumar tudo essa semana quando a minha mãe chegar (oba!) e, se ficar descente (ai, como eu duvido) eu mostro aqui!

Boa semana pra todo mundo!

Share This:

A Caixa de papelão

Ontem, eu finalmente concretizei o projeto “uma bicicleta para cada membro da família”! Comprei a bicicleta pelo walmart na quarta-feira às 11:30 da noite e na sexta, encontramos ela na nossa porta!

Por aqui, pra não perder tempo, os entregadores deixam as caixas com as encomendas nas portas.Assim, eles não  precisam esperar alguém assinar ou voltar depois caso ninguém esteja em casa. Igualzinho ao Brasil!

Eu sei que montar uma bicicleta com duas crianças de 2 anos te “ajudando” parece fácil, assim, falando…

montando a bicicleta

Então, eu tive que inventar uma maneira de manter as meninas longe da bicicleta pra dar tempo do Heitor montar tudo.

Peguei a caixa de papelão em que ela veio e – foi difícil – mas deu certo!

Primeiro, eu abri a caixa e elas desenharam dentro dela com giz:

papelao 2

Deu uns 20 minutos e desenhar com giz já não tinha mais graça…

Então, elas entraram na caixa:

papelao 3

Depois elas fizeram uma barraquinha

papelao 1

E depois entraram na caixa de novo.

papelao 4

Até que, finalmente, a bicicleta ficou pronta a e a gente foi passear!

=)

Nas fotos, tudo parece muito simples!

Share This:

Waterfront trail

Hoje, é feriado e nós decidimos ir para o outro lado da trilha. O lado na direção de Toronto é bem mais movimentado! A gente andou tanto que deu pra ver a torre! Muito, muito legal. Um passeio indispensável pra quem vier nos visitar!

Poder fazer esses passeios a pé meio que explica a questão da valorização da zona sul da cidade. Eu andei olhando as casas da zona norte e elas são bem maiores, mais novas e mais BARATAS. Não fazia sentido pra mim, mas agora eu começo a entender!

torre

IMG_2637 (1) IMG_2640 IMG_2642 IMG_2646

IMG_2648 IMG_2651

 

Esse parque é perfeito pra brincar de esconder. A Aurora ralou o joelho pela primeira vez – mas era tanta adrenalina que ela nem sentiu!

 

IMG_2656

 

Depois a gente voltou na parte preferida delas pra atirar pedrinhas na água!

IMG_2659 IMG_2674 IMG_2677


E eu, que sou uma pessoa do inverno, começo a gostar bem mais dos dias de sol e dos nossos passeios com as pequenas – que já estão super acostumadas a ficar no carrinho e esperam a hora de descer e brincar!

Bate na madeira.

Beijos, pessoas queridas!

Share This:

Victoria day weekend

Eu fiquei dias contando o tempo na expectativa do feriado. A gente não tinha grandes planos, mas eu torci pra que o dia fosse bonito pra que pudéssemos explorar a área.

Saindo pela trilha, descobrimos que caminhando uns 10 minutos chegamos a uma prainha do lago Ontario! Pois é, muito perto e gente ainda não tinha conseguido ir ali e meio que não tínhamos muita noção de onde estávamos.

As gurias adoraram e ainda descobrimos uma pracinha nova!


 

Eu ouvi falar no trabalho que a água era bem poluída, mas ela é muito transparente e tem cartazes delimitando a área permitida para banho. Eu ainda preciso pesquisar sobre os perigos da radioatividade aqui perto, mas pelo que eu ouvi falar, o greenpeace estava trabalha do pra fechar as usinas aqui. Triste essa parte! 🙁

Na dúvida, não deixamos elas tocarem na água. Reparem na poluição aparente:

 


Por um segundo achei que era Copacabana… ?

Daí eu vi as pedras! Pedras é amor. Trouxe pedras pra casa, obviamente!

 

E já que anoitece quase 9 da noite, ainda fomos na pracinha nova, onde encontramos muita gente falando espanhol!

 

Saldo do dia: 5km de caminhada!

Mal posso esperar pra ter o carrinho de levar elas atrás da bicicleta! Vai faltar trilha 😉

Beijos, pessoas queridas! Partiu dormir até altas horas que amanhã é feriado!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Share This: